VALE TUDO



Casual versus Hardcore: efeitos na indústria?
por Felipe Cassiaro (21/01/2008)


 

Há muito o videogame deixou de ser considerado coisa apenas para nerds e passou a integrar o cotidiano de muitas pessoas, digamos assim... normais. Grande participação neste fato tem a tradicional Nintendo e seus "consoles da família": sua irmãzinha de 4 anos também não resistia a Mario. Mas atualmente a indústria de games é trilionária e gigantesca.

Os jogadores chamados hardcore (ou os verdadeiros viciados) ainda existem em grande quantidade, porém os games casuais definitivamente ganharam seu espaço na produção de jogos e, dirão alguns, até consoles. A briga é simples: os jogadores casuais defendem seu direito de comprar um videogame para sua diversão, enquanto os jogadores hardcore reclamam que os jogos casuais não apresentam a profundidade suficiente (leia-se: fator viciante) para um bom jogo.

Até aí tudo tranqüilo, até o momento em que se pensa: se a maioria dos consumidores de um console procuram jogos casuais, esta vertente passa a ser mais atraente para os produtores de jogos. Ou vice-versa.

Ok. Muitos de nós temos uma vida e às vezes o que sobra é aquela meia horinha diária ou a jogatina nos fins de semana. Poucas pessoas com esse tipo de tempo para jogar estarão dispostas a investir trezentas horas em Final Fantasy XII. Haja saco. Mas o contrário acontece muitas vezes: basta acompanhar a lista de lançamentos do Nintendo Wii, por exemplo. Uma avalanche de jogos descontraídos e sem graça é colocada no mercado a cada mês. Jogos que com certeza só irão fazer a alegria das pessoas que utilizam o videogame como um breve momento de descontração. Se você já quebrou alguns controles de NES quando era criança, provavelmente irá terminar qualquer um dos títulos lançados sem problemas.

Para os viciados, cada vez mais a alternativa tem sido o PC. Games na linha de Diablo vieram para ficar, que o diga World of Warcraft e seus 11 milhões de adictos. Mas e os consoles? Cada vez menos o jogador de videogame tem opções de jogos realmente profundos e com fator viciante. A maioria dos RPGs de consoles lançados ultimamente têm jogabilidade totalmente óbvia e linear, o que entedia um nerd louco pelos objetivos mais difíceis e escondidos.

Será que os jogadores hardcore estão perdendo lugar nos consoles quando o assunto é produção de títulos? A alternativa para jogos extensos e difíceis por enquanto parece vir do PC e seus games intermináveis. Ou, claro, você pode tentar agüentar Vaan e sua antipatia por aquelas trezentas horas que mencionei.

 

 

Godoy comenta:

Felipe Cassiaro é estudante de jornalismo e, pelo visto, não gosta de Final Fantasy. Portanto, antes de atacar pedra na gente, vá reclamar com ele.

 

 




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